segunda-feira, 23 de maio de 2011

SEMANA DE COMUNICAÇÃO NA ESTÁCO BAHIA

Na semana de comemoração dos 100 de imprensa na Bahia, dia 14 de maio, o Centro Universitário Estácio FIB abriu espaço para a comunicação. A Semana de Comunicação Estácio FIB aconteceu entre os dias 09 a 13 de maio, com palestras e apresentações sobre assuntos que envolviam as áreas de Jornalismo, Publicidade e Marketing. As apresentações foram durante a noite e em maioria realizadas na sala de telepresencial, localizada no espaço da biblioteca da instituição.

Personagens importantes para história da comunicação local e nacional estiveram presentes. Nelson Varón Cadena, jornalista, publicitário e autor de vários livros sobre a propaganda e imprensa no Brasil, comentou sobre o início da imprensa no Brasil, os objetos utilizados na produção dos primeiros jornais e sobre a sua história como comunicólogo. O gerente executivo do site Ibahia Luiz Moreira, e a produtora e apresentadora do programa de TV Rede Bahia Revista, Acácia Lirva, também comentaram como é trabalhar nos seus segmentos. “Foi em uma dessas palestras sobre comunicação que abri meus olhos para a importância de um estágio na área. Meu currículo era cheio de cursos e experiências, mas nada em comunicação”; diz Acácia Lirva, ao comentar sobre o seu primeiro estágio na área de jornalismo como repórter de esporte na TVE.

Ex alunos e professores também foram convidados palestrar. Assim ocorreu com a ex aluna de Jornalismo da instituição e atual assessora de imprensa da banda de axé Asa de Águia, Gracy Kelly. Ela contou como foi a sua trajetória ao mercado de trabalho após a faculdade e suas atuais atividades dentro da assessoria da banda. Professores como Henrique Britto, design e diagramador, contribuíram com as suas especialidades e esclareceram as dúvidas dos alunos.

A atuação em algumas segmentos, como a assessoria de imprensa, produção para web e redes sociais, peças para a publicidade e produção para a TV, foram assuntos de debate. Segundo o aluno do 5º semestre de jornalismo, Leandro de Castro Nery, “A iniciativa teve intenção de mostrar as principais áreas da comunicação baiana, bem como tentar levantar o curso de jornalismo, que não inicia turmas há alguns semestres”. A estudante Heloíse Félix, colega de sala de Leandro, completa que as palestras foram essenciais ao seu conhecimento e cita a apresentação sobre diagramação de jornal, ministrada pelo professor Henrique Britto, como uma das mais práticas. Segundo ela “as outras foram ótimas, mas essa foi bem prática”.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Em homenagema Semana da Consciência Negra

O MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO NA BAHIA

O Movimento Negro ou Movimento Negro Unificado, surge na Bahia em meio a tempos de conflitos, momento de ditadura militar. Na década de 70 e a aproximadamente 10 anos de ditadura existente na Bahia, o movimento negro surge e tem como marco inicial a criação de um bloco afro de carnaval, o Ilê Ayê. O Ilê ayê é criado no momento crítico da história da Bahia, pois neste momento eram ignorados qualquer tipo de movimento que contrapunha a opiniões do governo e qualquer tipo de manifesto que fugissem do que os mesmos pregavam.

O Ilê Ayê fora criticado em seu primeiro ano de saída na avenida por ser um bloco e uma organização que tivera ideal de igualdade racial que até então não eram postos em debate. Na avenida foi criticado e chamado de bloco racista por aqueles que não compreenderam a mensagem do mesmo.

Com o surgimento do Ilê deu-se ressurgimento nas ações para o negro e abriu portas para a implementação do movimento negro unificado, o MNU, que ainda não tinham como seção a Bahia. Atualmente o bloco é mundialmente reconhecido pelas suas ações em prol da sociedade e dos negros.

O segundo marco do Movimento Negro na Bahia se dá com a criação do grupo NÊGO, percussor do movimento contra a discriminação racial na Bahia. Este grupo foi fundado por jovens em 7 de julho de 1978. Era composto de artistas, educadores, bancários e estudantes universitários que compartilhavam as histórias de discriminação sofridas por eles.

Diante de todas as lutas e ações realizadas, os movimentos existentes na Bahia conseguiram através do governo do estado a inserção de disciplinas de estudos africanos, para conhecimento da sociedade e principalmente de crianças do ensino fundamental e médio, que reconhecem histórias inúmeras, ma que ainda não eram aprofundadas no assunto de grande interesse histórico. Esse fato ocorreu em 1985 com a ajuda do Centro de Estudo Afro Orientais o CEAO.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Dim - Dim- Dom

A Bahia é considerada o berço da musicalidade mas, se dependesse de alguns artistas parava por aí mesmo. Muitos artistas consagrados ainda se mostram menos responsáveis pela sociedade ou comunidade em que viveu, o que não é nada espantável, pois, muitos deles mudaram de vida e preferem viver longe de suas raízes, longe de tudo e todos que lhe eram comuns. Optam por moradias gigantescas de preferência com muita segurança o que significa presença de muros altos, cercas elétricas e etc., ou seja, livres tudo o que venha atrapalhar a paz e a segurança dentro de suas moradia.

Nenhuns desses artistas são obrigados ajudar a comunidade de origem, mas, deveriam ao menos voltar seus olhar para a população de sua cidade, que está necessitando de ajuda. Salvador hoje tem do maior carnaval do mundo, mas ainda sim tem os maiores índices de pobreza, é daqui e de toda a Bahia que estouram os melhores e os mais conhecidos intérpretes da música brasileira.

A cidade de salvador abriga hoje, poucos projetos desenvolvidos por músicos, destes poucos, a Pracatum, escola de percussão desenvolvida pelo músico Carlinhos Brown, merece destaque dentre as demais, pois tem inteira e total responsabilidade sobre os moradores de seu território. Ela é responsável pela educação e projeção do futuro de muitos jovens do Candeal, uma região que pode ser considerada uma cidade dentro do bairro de Brotas devido ao comprometimento social de todos. Carlinhos Brown nasceu no Candeal de Brotas, foi lá que construiu toda sua carreira e é lá que vem tentando dar um objetivo na vida de muitos jovens da comunidade.

A Pracatum é um dos projetos de maior visibilidade externa vindo da Bahia, o maior exemplo disto são as declarações do jornal New York Times, que mostrou admiração pelas conquistas dos projetos sociais criados por Brow. Ainda com muitos elogios,

o jornal afirmou que os seus projetos foram fundamentais para a transformação de sua comunidade, o Candeal. Para o New York Times Carlinhos Brow é um vencedor em meio a um ambiente hostil, informa o site R7.

Diante da abordagem do jornal, Brow declarou: "Não sou melhor do que ninguém. Mas, quando eu encontro uma porta fechada, eu chego chutando para abri-la."

Fonte: Site R7