segunda-feira, 6 de junho de 2011

A classe do momento

 A moda, assim como as todas as outras indústrias de bens e serviços está sempre almejando atingir as classes de maior poder aquisitivo, mas partindo da informação de que 53% da população brasileira está na classe C, esse tipo de segmento tende a se adequar à nova realidade. Os dados são de estudos da Cetelem BGN, empresa do Grupo BNP Paribas, que desenvolveu a pesquisa O Observador Brasil 2011.


As campanhas de liquidações e ofertas com preços incríveis já não são surpresa para os consumidores. A novidade é que os brasileiros estão cada vez mais ousados e consumindo produtos fora de liquidação, fazendo economia e poupando mais para obterem produtos. Assim como diz a doutora em moda pela University for the Creative Arts de Rochester da Inglaterra, Maria Alice Rocha, em países emergentes como o Brasil, a evidência da classe C está relacionada à mobilidade entre classes. Nas últimas décadas as mudanças econômicas resultaram em estabilidade e controle inflacionário, ocasionando em benefícios diretos para aqueles para aqueles que já possuíam renda mas, não tinham acesso a créditos e serviços bancários, por exemplo.


As novidades na moda, tendências e estilos estão fazendo a cabeça de todos os que se sentem no direito de consumir bens duráveis. Mas, para não perder o posto no mercado, as empresas ou serviços antes conhecidos como populares, a exemplo de lojas de calçados e roupa, passam a investir mais em seus produtos, anteriormente consumidos por um público menos exigente. O aumento do poder aquisitivo e a disponibilidade de poder comprar algo muito almejado, faz com que o público da classe C passe a exigir o mesmo tratamento e direitos de consumo das classes mais abastadas. Segundo a modelo e manequim Cecília Conceição, toda essa mudança só é válida quando se pode obter algo de qualidade, que tenha os mesmo tempo de durabilidade dos produtos destinados as classes elevadas. “Consigo comprar várias roupas e produtos que estão na moda, mas nem sempre sei se são de boa qualidade ou se foram criados exclusivamente para pessoas como eu, que curtem a moda, mas que não podem obter produtos semelhantes de preços elevados”.



segunda-feira, 23 de maio de 2011

ESPORTIVAMENTE NA MODA

As roupas utilizadas para ir as academias e praticar esportes já são comuns nos guarda roupas de pessoas que nem se quer praticam esporte. Mas, e quando o esporte se torna inspiração para modelos de roupas? Daí ele pode ser considerado como estilo de se vestir, sendo assim a maior entusiasmo das marcas esportivas.

Não é muito difícil entender essa tendência. Esportistas que vivem o esporte diariamente por exemplo, não utilizam seus uniformes para ir a eventos ou festas. Para isso, as marcas esportivas desenvolvem roupas com traços esportivos, para que os mesmos estejam fazendo a divulgação do seu patrocínio, assim como nos uniformes. A curiosidade em estar com a marca que patrocina as pessoas do meio esportivo, desperta o interesse de muitas pessoas, e esse estilo inicialmente destinado a um público específico, torna-se acessível. Para Francisco Silva, publicitário e adorador do basquetebol, vestir roupas é necessário para a prática do esporte, e quem o pratica não deixa de usar os elementos, mesmo fora de quadra. “adoro roupas leves
que me deixem a vontade, confortável, assim como em quadra”.

Segundo Felipe Schmitt Fleischer, um pensador mercadológico, especialista em estudos estratégicos de marcas tanto no âmbito nacional como internacional e os seus posicionamentos diante dos negócios; nos anos 90 deu-se início a um movimento no qual o visual casual ganhou espaço e o mundo esportivo invadiu o mundo da moda. O conservadorismo das linhas esportivas aliado ao tecnológico e moderno compunha o espírito de época que deixou as marcas esportivas mais visíveis (Adidas com Stella McCartney e Yohji Yamamoto, Puma com Phillip Starck, Reebok com Giorgio Armani, Converse com John Varvatos).

Dentre as marcas esportivas, destaque para a fabricante alemã Adidas, consolidada em mais de 100 países é uma das maiores no mercado esportivo mundial e totalmente focada em qualidade, tecnologia e durabilidade. Sendo assim, a Adidas é a maior concorrente da poderosa Nike, que desenvolve canais diretos com o consumidor e planeja inaugurar mais 100 lojas nos próximos três.

Com elementos quase todos voltados aos corredores e aos simpatizantes do atletismo, a Fila busca um novo posicionamento para ampliar sua participação de 4% para 10% no mercado brasileiro de peças casuais nos próximos anos. A estratégia é baseada em preços competitivos (15% menor que a competição da Adidas e Nike) e vasto número de opções em peças para alcançar o mais variado público feminino e masculino. A Kappa se diferencia por seu design apurado e pelas inovações tecnológicas. Vem conquistando aos poucos um público exigente com produtos de alta qualidade. Em 1998, trouxe para o mercado nacional a tecnologia do tecido composto por elastano, facilitando a transpiração dos atletas durante as competições. Na mesma época foi fornecedor de material esportivo para o Vasco da Gama e o Grêmio, contribuindo para a divulgação da multinacional no segmento.

A preocupação com o meio ambiente também faz parte do planejamento de marketing da marcas esportivas. Em fevereiro do ano passado a Nike lançou camisas de algumas seleções de que faz patrocínio, inclusive a da Seleção Brasileira. A camisa é feita de poliéster reciclado referente a aproximadamente 8 garrafas pet.

Os elementos do esporte já chegaram as passarelas e segundo a jornalista e colunista de moda do site IG, Ana Paula Martini, vem se misturando entre as informações de moda em looks caprichados e surgindo como inspiração de uniformes de atletas.Estilistas renomados como Alexandre Herchcovitch, já inovam em suas coleções de alta costura. Com apresentações em São Paulo e Nova York, ele se inspirou no futebol americano e a coleção continha peças com grande destaque para os ombros e até bolsas que imitavam a bola do jogo.

Com tantos olhos para o assunto, a pirataria não fica de fora. Por ser um segmento muito específico e cobiçado pelos interessados, dá rendimentos a suas multinacionais e despertam as intenções dos que praticam a pirataria. Aqui no Brasil o cenário atual da pirataria esportiva já é discutido em congressos e tem um projeto, o G.A.M.E - Grupo Antipirataria de Marcas Esportivas. O projeto é fruto de uma parceria do Bessa Advogados, O Bessa Advogados, escritório voltado especialmente ao ramo empresarial, com a empresa de consultoria e proteção à marca McCabe & Associates.


REFERÊNCIAS

Tema: Moda e esporte : http://www.comunidademoda.com.br/
Tema: Marcas esportivas: http://pensadormercadologico.com/
Tema: Pirataria esportiva: http://www.bastaclicar.com.br/noticias/
Tema: A moda esportiva e o meio ambiente: http://www.roupaesportivainteligente.com.br/v01/index.php
Tema: Moda, esporte e meio ambiente: http://entrandonojogo.com.br/?p=223

Marcas esportivas no Brasil: enfoque estratégico
Por Frederico Mandelli Guaragna
Maio 2008
FOTOS

Google Imagens in

GAMES EM ALTA

GAMES EM ALTA
O vídeo game deixou de ser brincadeira de criança a muito tempo. Atualmente são atribuídas a ele diversas funções, inclusive a da informação. A arte de informar deixou de ser restrita aos livros e a tudo aquilo que se possa ler. Jogar, agora também pode informar, e é exatamente função dos news game.

O news game pode ser considerado com o jogo o que tem por função a informação, sejam elas através de notícias em evidência ou informações. Segundo Tiago Dória, que é jornalista, pesquisador de mídia, e que escreve na web desde 1998, o ElPais, periódico espanhol, foi responsável por publicar um dos primeiros newsgames – o Play Madrid, sobre os ataques terroristas em Madri, na Espanha, em 2004 e logo após o The New York Times, com o Food Import Folly, sobre a falta de fiscalização na importação de alimentos nos EUA, que segundo ele seria um editorial do jornal que foi transformado em jogo.

Por ser um formato novo o news game ainda não agrada aos mais velhos e o que o diferencia dos infográficos é a forma lúdica e a sensação de início meio e fim que todo o jogo proporciona. A educação baseada em jogos e a utilização do assunto como forma de especialização acadêmica, já está ocupando espaços nas universidades. É o caso da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), que já possui especialização em Game Design.

A especialização é novíssima e foi oferecida pelos Departamentos de Ciências Exatas e da Terra (DCET) e de Educação (DEDC) do Campus I da universidade em 2010, e as inscrições da primeira turma foram até o dia 26 de fevereiro do mesmo ano. Segundo Lynn Alves, coordenadora da especialização, o curso tem o objetivo de qualificar os profissionais que atuam ou tem interesse em atuar na indústria de games, considerada a indústria de entretenimento que mais cresce no mundo.

SEMANA DE COMUNICAÇÃO NA ESTÁCO BAHIA

Na semana de comemoração dos 100 de imprensa na Bahia, dia 14 de maio, o Centro Universitário Estácio FIB abriu espaço para a comunicação. A Semana de Comunicação Estácio FIB aconteceu entre os dias 09 a 13 de maio, com palestras e apresentações sobre assuntos que envolviam as áreas de Jornalismo, Publicidade e Marketing. As apresentações foram durante a noite e em maioria realizadas na sala de telepresencial, localizada no espaço da biblioteca da instituição.

Personagens importantes para história da comunicação local e nacional estiveram presentes. Nelson Varón Cadena, jornalista, publicitário e autor de vários livros sobre a propaganda e imprensa no Brasil, comentou sobre o início da imprensa no Brasil, os objetos utilizados na produção dos primeiros jornais e sobre a sua história como comunicólogo. O gerente executivo do site Ibahia Luiz Moreira, e a produtora e apresentadora do programa de TV Rede Bahia Revista, Acácia Lirva, também comentaram como é trabalhar nos seus segmentos. “Foi em uma dessas palestras sobre comunicação que abri meus olhos para a importância de um estágio na área. Meu currículo era cheio de cursos e experiências, mas nada em comunicação”; diz Acácia Lirva, ao comentar sobre o seu primeiro estágio na área de jornalismo como repórter de esporte na TVE.

Ex alunos e professores também foram convidados palestrar. Assim ocorreu com a ex aluna de Jornalismo da instituição e atual assessora de imprensa da banda de axé Asa de Águia, Gracy Kelly. Ela contou como foi a sua trajetória ao mercado de trabalho após a faculdade e suas atuais atividades dentro da assessoria da banda. Professores como Henrique Britto, design e diagramador, contribuíram com as suas especialidades e esclareceram as dúvidas dos alunos.

A atuação em algumas segmentos, como a assessoria de imprensa, produção para web e redes sociais, peças para a publicidade e produção para a TV, foram assuntos de debate. Segundo o aluno do 5º semestre de jornalismo, Leandro de Castro Nery, “A iniciativa teve intenção de mostrar as principais áreas da comunicação baiana, bem como tentar levantar o curso de jornalismo, que não inicia turmas há alguns semestres”. A estudante Heloíse Félix, colega de sala de Leandro, completa que as palestras foram essenciais ao seu conhecimento e cita a apresentação sobre diagramação de jornal, ministrada pelo professor Henrique Britto, como uma das mais práticas. Segundo ela “as outras foram ótimas, mas essa foi bem prática”.