segunda-feira, 23 de maio de 2011

ESPORTIVAMENTE NA MODA

As roupas utilizadas para ir as academias e praticar esportes já são comuns nos guarda roupas de pessoas que nem se quer praticam esporte. Mas, e quando o esporte se torna inspiração para modelos de roupas? Daí ele pode ser considerado como estilo de se vestir, sendo assim a maior entusiasmo das marcas esportivas.

Não é muito difícil entender essa tendência. Esportistas que vivem o esporte diariamente por exemplo, não utilizam seus uniformes para ir a eventos ou festas. Para isso, as marcas esportivas desenvolvem roupas com traços esportivos, para que os mesmos estejam fazendo a divulgação do seu patrocínio, assim como nos uniformes. A curiosidade em estar com a marca que patrocina as pessoas do meio esportivo, desperta o interesse de muitas pessoas, e esse estilo inicialmente destinado a um público específico, torna-se acessível. Para Francisco Silva, publicitário e adorador do basquetebol, vestir roupas é necessário para a prática do esporte, e quem o pratica não deixa de usar os elementos, mesmo fora de quadra. “adoro roupas leves
que me deixem a vontade, confortável, assim como em quadra”.

Segundo Felipe Schmitt Fleischer, um pensador mercadológico, especialista em estudos estratégicos de marcas tanto no âmbito nacional como internacional e os seus posicionamentos diante dos negócios; nos anos 90 deu-se início a um movimento no qual o visual casual ganhou espaço e o mundo esportivo invadiu o mundo da moda. O conservadorismo das linhas esportivas aliado ao tecnológico e moderno compunha o espírito de época que deixou as marcas esportivas mais visíveis (Adidas com Stella McCartney e Yohji Yamamoto, Puma com Phillip Starck, Reebok com Giorgio Armani, Converse com John Varvatos).

Dentre as marcas esportivas, destaque para a fabricante alemã Adidas, consolidada em mais de 100 países é uma das maiores no mercado esportivo mundial e totalmente focada em qualidade, tecnologia e durabilidade. Sendo assim, a Adidas é a maior concorrente da poderosa Nike, que desenvolve canais diretos com o consumidor e planeja inaugurar mais 100 lojas nos próximos três.

Com elementos quase todos voltados aos corredores e aos simpatizantes do atletismo, a Fila busca um novo posicionamento para ampliar sua participação de 4% para 10% no mercado brasileiro de peças casuais nos próximos anos. A estratégia é baseada em preços competitivos (15% menor que a competição da Adidas e Nike) e vasto número de opções em peças para alcançar o mais variado público feminino e masculino. A Kappa se diferencia por seu design apurado e pelas inovações tecnológicas. Vem conquistando aos poucos um público exigente com produtos de alta qualidade. Em 1998, trouxe para o mercado nacional a tecnologia do tecido composto por elastano, facilitando a transpiração dos atletas durante as competições. Na mesma época foi fornecedor de material esportivo para o Vasco da Gama e o Grêmio, contribuindo para a divulgação da multinacional no segmento.

A preocupação com o meio ambiente também faz parte do planejamento de marketing da marcas esportivas. Em fevereiro do ano passado a Nike lançou camisas de algumas seleções de que faz patrocínio, inclusive a da Seleção Brasileira. A camisa é feita de poliéster reciclado referente a aproximadamente 8 garrafas pet.

Os elementos do esporte já chegaram as passarelas e segundo a jornalista e colunista de moda do site IG, Ana Paula Martini, vem se misturando entre as informações de moda em looks caprichados e surgindo como inspiração de uniformes de atletas.Estilistas renomados como Alexandre Herchcovitch, já inovam em suas coleções de alta costura. Com apresentações em São Paulo e Nova York, ele se inspirou no futebol americano e a coleção continha peças com grande destaque para os ombros e até bolsas que imitavam a bola do jogo.

Com tantos olhos para o assunto, a pirataria não fica de fora. Por ser um segmento muito específico e cobiçado pelos interessados, dá rendimentos a suas multinacionais e despertam as intenções dos que praticam a pirataria. Aqui no Brasil o cenário atual da pirataria esportiva já é discutido em congressos e tem um projeto, o G.A.M.E - Grupo Antipirataria de Marcas Esportivas. O projeto é fruto de uma parceria do Bessa Advogados, O Bessa Advogados, escritório voltado especialmente ao ramo empresarial, com a empresa de consultoria e proteção à marca McCabe & Associates.


REFERÊNCIAS

Tema: Moda e esporte : http://www.comunidademoda.com.br/
Tema: Marcas esportivas: http://pensadormercadologico.com/
Tema: Pirataria esportiva: http://www.bastaclicar.com.br/noticias/
Tema: A moda esportiva e o meio ambiente: http://www.roupaesportivainteligente.com.br/v01/index.php
Tema: Moda, esporte e meio ambiente: http://entrandonojogo.com.br/?p=223

Marcas esportivas no Brasil: enfoque estratégico
Por Frederico Mandelli Guaragna
Maio 2008
FOTOS

Google Imagens in

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